Debates 21/3

Debates

Organização de José Eduardo Agualusa

18:00 – Teatro de Câmara
Literatura numa África em Conflito
Alain Mabanckou e Abdourahman Waberi
Abdourahman Waberi

Abdourahman Waberi

Alain Mabanckou

Alain Mabanckou (foto: Caro Blache)

Nesta mesa pretende-se discutir o papel dos escritores africanos – e, em particular, dos escritores africanos francófonos – num mundo atormentado por graves conflitos étnicos e religiosos.

Abdourahman Waberi, um dos mais premiados e traduzidos escritores africanos, nasceu no Djibouti, pequeno país de maioria islâmica. Um dos seus livros mais conhecidos, Moisson de Crânes: Textes Pour le Rwanda, trata do genocídio no Rwanda.

Alain Mabanckou nasceu em ponta-negra, na República do Congo, sendo hoje professor de literatura francófona na UCLA – Califórnia. A sua obra é bem conhecida na Bélgica e na França. O romance Black Bazar (Editions du Seil, 2009) esteve entre os vinte livros mais vendidos na França naquele ano.

O escritor e músico Kalaf Angelo irá ler trechos dos livros dos autores antes do debate.

http://www.alainmabanckou.net/
http://www.abdourahmanwaberi.com/

Mediador: José Eduardo Agualusa

19:30 – Teatro de Câmara
A Utopia Brasileira e os Movimentos Negros
Antonio Risério
Antonio Risério

Antonio Risério

Flavia Oliveira

Flávia Oliveira

A jornalista Flávia Oliveira entrevista o antropólogo baiano Antônio Risério sobre o livro A Utopia Brasileira e os Movimentos Negros. Antonio Risério nasceu na Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos, em novembro de 1953. É poeta e antropólogo, com mestrado em sociologia. Militou no movimento estudantil em 1968, fez parte de uma organização clandestina de esquerda, a Polop, foi proibido de estudar em escolas públicas e, em seguida, preso pela ditadura militar. Em inícios da década de 1970 mergulhou na viagem da contracultura. Foi editor de revistas de poesia experimental e teve diversas composições suas gravadas por estrelas da música popular brasileira. Integrou as equipes que realizaram a implantação da Fundação Gregório de Mattos, da televisão educativa e do Hospital Sarah Kubitschek, na Bahia. Coordenou o Projeto Terreiro da prefeitura de Salvador, primeira iniciativa, na história da administração pública brasileira, de proteção e recuperação de terreiros de candomblé. Criou o Cerne – Centro da Referência Negromestiça – em 1988. Formulou o projeto geral de implantação do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, e do Cais do Sertão Luiz Gonzaga, no Recife. Publicou, entre outros, os livros CARNAVAL IJEXÁ, CAYMMI: UMA UTOPIA DE LUGAR, TEXTOS E TRIBOS: POÉTICAS EXTRAOCIDENTAIS NOS TRÓPICOS BRASILEIROS, ORIKI ORIXÁ, A UTOPIA BRASILEIRA E OS MOVIMENTOS NEGROS e A CIDADE NO BRASIL.

Flávia Oliveira, jornalista formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), começou como repórter no Jornal do Commercio, em 1992, e trabalha no jornal O Globo desde 1994. Foi interina da coluna Panorama Econômico, de Míriam Leitão e, de 2006 a 2014, titular da coluna Negócios & Cia. Hoje, assina artigos na editoria Sociedade, às quartas e aos domingos. É comentarista economia do Estúdio i (GloboNews). Por dois anos, foi comentarista do Bom Dia Rio, da TV Globo. Ganhou o Prêmio Jornalismo para Tolerância 2003, da Federação Internacional de Jornalistas, pela co-edição do suplemento A Cor do Brasil; o Prêmio Elizabeth Neuffer da Associação dos Correspondentes da ONU por reportagens sobre desenvolvimento humano; Ganhou o Prêmio Orilaxé, da ONG AfroReggae, pela atuação contra a desigualdade racial. É voluntária da ONG Educafro.

O escritor e músico Kalaf Angelo irá ler trechos dos livros do autor antes do debate.

Filme

20:45 – Teatro de Câmara
Documentário: “Marrabenta”
Direção de Victor Lopes

Documentário musical sobre o principal ritmo de Moçambique. O filme retrata a história da marrabenta dos anos 40 até os dias de hoje através de depoimentos e performances de artistas lendários como Dilon Djindji, Xidiminguana, Wazimbo, Mingas, Moreira Chonguiça e Chico Antonio, música noturna, de dança e festa, a marrabenta atravessou gerações e culturas, escrita e guardada na alma dos moçambicanos. Sucesso internacional nos anos 60 e 80, o ritmo renasce outra vez e revela tesouros escondidos da música no mundo.

Veja o trailer
Site oficial do filme

 

Voltar à home