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Rio de Janeiro ter 21 mar | Palco Cidade 23h

Mingas + Wazimbo + Moreira Chonguiça + Bailarinos de Marrabenta

Cidade das Artes

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A cantora moçambicana Elisa Domingas Salatiel Jamisse, ou simplesmente Mingas, começou a cantar ainda menina, no coro da igreja. Aos 17 anos, estreou profissionalmente nos palcos, em peças e musicais, e passou a cantar em boates locais, onde interpretava o repertório de Miriam Makeba, Roberta Flack, The Temptations, Diana Ross e Donna Summer. Viajou pelo país, mesmo em meio à guerra que assolava Moçambique na década de 80. Neste mesmo ano, se apresentou em diversos países com a Orquestra Marrabenta, incluindo Dinamarca, Holanda, Noruega, Suécia, Alemanha, Inglaterra, Cabo Verde, França e Portugal. Em 1988, no Zimbábue, dividiu o palco com Miriam Makeba, Paul Simon, Manu Dibango, Harry Belafonte, entre outros, no concerto Child Survival and Development Symposium, organizado pela organização Save the Children.

Esteve no Brasil em 1989, onde participou de um concerto ao lado de Gilberto Gil e Hermeto Paschoal. Cantou ainda em trilhas sonoras para o cinema moçambicano e organizou espetáculos humanitários em seu país natal. Em 1994 foi convidada por um de seus ícones da infância, a cantora Miriam Makeba, para participar de sua turnê mundial, percorrendo todos os continentes entre 1995 e 1998. Lançou seu primeiro disco em 2005. Abriu espetáculos para Gilberto Gil (2004), a fadista Mariza (2007) e Mart’Nália (2008). Neste mesmo ano, comemorou 30 anos de carreira, registrado em DVD. Entre os diversos prêmios e condecorações recebidos ao longo da carreira destaca-se o Chevalier dans l’Ordre National des Arts et des Lettres, do governo francês, em 2013.

Radicado na África do Sul, o saxofonista, produtor e compositor moçambicano Moreira Chonguiça tem licenciatura em Etnomusicologia pela Universidade da Cidade do Cabo, onde reside. Em 2006, lançou The Moreira Project: Vol. 1 – The Journey, indicado para três Prêmios Sul-Africanos de Música, e dois anos mais tarde, The Moreira Project: Vol. 2 – Citizen of the World, com participação do lendário saxofonista camaronês Manu Dibango, do flautista e saxofonista nova-iorquino Najee e do artista de hip hop moçambicano Simba. Desde 2009, quando participou no Rio de Janeiro de um espetáculo em homenagem ao maestro Silvio Barbato, morto naquele mesmo ano em acidente da Air France, já veio ao Brasil várias vezes, para concertos e ainda para dirigir uma classe de mestres na Universidade de Brasília. Como educador, colaborou na renovação da Escola Nacional de Música, em Maputo, onde também ministra workshops, e na Xulon Musictech, na comunidade de Kensington, na Cidade do Cabo. Colabora ainda para a Agência de HIV/Aids das Nações Unidas em Maputo.

A marrabenta é uma dança típica de Moçambique, com ritmo quente e acelerado, normalmente dançado em pares, ocasionalmente em formato solo, cujo nome é derivado da expressão portuguesa ‘rebentar’. Muitos mestres da marrabenta – entre os mais célebres Francisco Mahecuane, Alexandre Langa, Lisboa Matavele, Abílio Mandlaze e Wazimbo – passaram parte de suas vidas trabalhando em minas da África do Sul. Seu estilo mescla o kwela sul-africano, o Swing e outros ritmos da região e falam sobre questões do cotidiano em Maputo e fatos marcantes da história moçambicana, além do desejo de liberdade do povo, durante a colonização. Por isso era considerada revolucionária na época e muitas vezes sua divulgação foi proibida. Desde 2008 é realizado nas regiões de Maputo e Gaza o Festival Marrabenta.

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