• Back2Black | ASA ao vivo 28 de agosto de 2011

    Back2Black 2011 - ASA

    Asa já está no palco Estação Oi do Back2Black.

    Confira mais fotos do show da ASA e do último dia de evento:

  • Exposição no hall de entrada 28 de agosto de 2011

    No hall de entrada do Back2Black temos uma exposição de fotos, confira uma pequena mostra do que o público encontra assim que chega no B2B.

    Back 2 Black 2011 - Hall de entrada

    Back 2 Black 2011 - Hall de entrada

    Back 2 Black 2011 - Hall de entrada

  • Leopoldina | Sábado, 27 28 de agosto de 2011

    Confira as fotos do segundo dia do festival.

  • Festa Sem Fim 28 de agosto de 2011

    Jorge Ben Jor

    Quando Jorge Ben Jor sobe ao palco, as surpresas se tornam supérfluas. Que venha aquilo tudo que a gente espera mesmo, a viagem cheia de curvas que começa em Banda do Zé Pretinho e termina em Banda do Zé Pretinho, de “para animar a festa” a “salve simpatia”, passando por toda a história do carisma brasileiro dos últimos quarenta anos. Não há Leopoldina que resista.

    Ainda assim, o cara surpreendeu. Como não? Zumbi veio vestida de reggae, assim como Bebete Vambora. Alquimistas virou funk. País Tropical, um dance. Até aí, tudo bem. Era só uma questão de mudar o arranjo de um clássico, um monte de artista faz isso…

    Mas quem podia esperar que Tim Maia baixasse no palco para mandar trocar o monitor (a caixa de som voltada para os músicos se ouvirem) no meio dos improvisos de Alcohol? Baixou. E o monitor que tinha pifado foi trocado rapidinho. Depois, Will Calhoun, ex-baterista do Living Colour, que veio com Oumou. Impossível fugir à intimação de Jorge. Puxou Umbabarauma e só desceu em Fio Maravilha: “Por ele… o prazer foi meu. Esse cara…” Meio sem palavras o Will, deu pra perceber, né? E ainda Caetano Veloso, do camarote para o palco, reeditando Ive Brussel antes de se apertar em um forte abraço com Jorge. Que show não fica perfeito assim?

    Jorge Ben e Caetano Veloso

    É impressão, ou esse texto só citou o sexo masculino até agora? Festa que é festa tem que ter mulher também, ora. E elas invadiram o palco. Louras, morenas e negras. Listradas ou floridas. Com crachá e sem crachá. De calça ou saia. A música? Gostosa. Só sabe-se-lá quantos sambas-enredo depois elas começaram a se cansar.

    Jorge Ben Jor

    Era a hora de Banda do Zé Pretinho de novo. Para animar a festa, salve simpatia. A alegria de Jorge não terminou, nem se tem notícia de quando isso possa acontecer.

  • Paticundun rock baile 28 de agosto de 2011

    Quem samba na Lapa conhece Pedro Miranda e Luis Felipe de Lima. Quem se liga em novos compositores e na tradicional “MPB” sabe quem são Domenico e Moreno Veloso. Este, por sua vez, era o cicerone de um encontro inédito sob o arranha-céu de viadutos. Entre esse repertório novo (entenda-se aqui o adjetivo como uma referência aos dez últimos anos da música brasileira), uma passada básica pelas referências da batucada.

    Moreno Veloso + Domenico + Pedro Miranda + Luis Filipe de Lima

    Moreno fez uma das coisas que faz com primor: juntar grandes amigos, que além disso, são grandes músicos. Dessa vez, Domenico, Pedro Miranda e Luis Felipe de Lima, que se juntaram à Alberto Continentino e Pedro Sá e fizeram um baile percussivo forte no palco Compacto Petrobras. O encontro era inédito, mas entrosamento deles remetia a bandas que tem uma senhora química, depois de muita estrada.

    Veloso esteve a frente de pandeiros e vozes. Por vezes violão e dancinhas, como em “Alegria vai lá”. Pedrinho Miranda foi escolhido para “crooner” da turma e cantar a maioria das canções, como os sambas “Hello my girl” e “Pimenteira”, esta de Roque Ferreira, e a divertida “Meio-tom”, de Rubinho Jacobina.

    Moreno Veloso + Domenico + Pedro Miranda + Luis Filipe de Lima

    Moreno deu os primeiros passos na carreira compondo e cantando “Um canto de afoxé para o bloco do Ilê” aos sete e anos de idade. Hoje, na Leopoldina, eles homenagearam o Ilê Ayie com “Ilê de Luz”. Mas rolou também música nova, que dizia assim: “eu ficava muito só quando olhava pra você”.

    A parceria agradou tanto o público presente que a saideira foi estendida e ainda animou a plateia, com “Batuca no chão”, “Sapo no saco” e “Samba de roda”.  Tá aí mais uma boa mistura proporcionada pelo Back2Black.

     

  • Pantera 28 de agosto de 2011

    Chaka Khan

    Toda de preto, mangas esvoaçantes e microfone de franjinha cintilante. Vestida assim para matar, Chaka Khan lotou a pista com gente de todas as idades que sabia de cor boa parte do repertório que ela ia apresentando aos pouquinhos, saciando uma ansiedade que virava muita diversão.

    Era mais do que nostalgia que pairava no ar antes do show começar. Havia uma excitação fácil de perceber, e à medida que Chaka ia levando a Leopoldina à festa pelo braço, essa excitação virava passos de dança (Ain’t Nobody), gritinhos (Funny Valentine), isqueiros acesos (Through The Fire) e muita comoção. Fora todos aqueles agudos que saíam de uma boca escancarada.

    Houve também o momento gospel, trazendo uma espiritualidade para o festival que ainda não tinha aparecido. A americana falou sobre o passado de exageros na farra, quando compôs músicas não se lembra como e quando passava duas semanas sem atender o telefone das próprias filhas ainda crianças, esquecidas com a vó. “Há sete anos estou limpa”.

    E como não podia faltar, a apoteose: I’m Every Woman cantada em coro por todo mundo presente. Como rainha da festa, ex-pantera negra, convertida à Deus e mãe, Chaka mostrou no palco que é mesmo várias e todas. Incrível a força dessa mulher.