Nova Amiguinha
Palco vazio, batidinha eletrônica, e um a um foram subindo os seis integrantes da banda de Asa. Quando chegou a vez da nigeriana, ela apareceu meio tímida, de saia godê vermelha de cintura alta e óculos grandões de armação manchada. Um show inteiro depois, e lá estava ela aprendendo a pronunciar bexu, não, bei-jou (beijo) cheia de risos soltos, toda enturmada. A gringa foi apresentada ao calor carioca sem nem precisar descer de onde estava…
A terceira atração africana do Back2Black era a menos típica. Com letras em inglês, e uma ou outra em iorubá, Asa foi se apresentando com muita música, e deixou a falação para a segunda metade. Na parte da música, ela foi bem: o pop elegante soa cool como uma Erykah Badu. Até trompete, ela arriscou, depois de sair de cena rapidamente pra banda comandar um pouquinho.
Foi aí, depois do trompete, que Asa ganhou a Leopoldina. Perguntou como o pessoal achava que se pronunciava o nome dela. A resposta até veio certa (Acha), mas ela não se rendeu. Ásia? Asa? Záza? Bízarre? E em seguida, comandou todo mundo: Aaaaaaaaa… Chaaaaaaaaa…. A cariocada adorou, lógico.
Ela ainda brincou de vocalises, dançou com os braços, aprendeu a pronunciar caipirinha, feijoada, Lapa e deve ter achado o Rio um barato. O povo daqui, certamente, achou aquela gringa muito legal.
