Festa Sem Fim

28 de agosto de 2011

Jorge Ben Jor

Quando Jorge Ben Jor sobe ao palco, as surpresas se tornam supérfluas. Que venha aquilo tudo que a gente espera mesmo, a viagem cheia de curvas que começa em Banda do Zé Pretinho e termina em Banda do Zé Pretinho, de “para animar a festa” a “salve simpatia”, passando por toda a história do carisma brasileiro dos últimos quarenta anos. Não há Leopoldina que resista.

Ainda assim, o cara surpreendeu. Como não? Zumbi veio vestida de reggae, assim como Bebete Vambora. Alquimistas virou funk. País Tropical, um dance. Até aí, tudo bem. Era só uma questão de mudar o arranjo de um clássico, um monte de artista faz isso…

Mas quem podia esperar que Tim Maia baixasse no palco para mandar trocar o monitor (a caixa de som voltada para os músicos se ouvirem) no meio dos improvisos de Alcohol? Baixou. E o monitor que tinha pifado foi trocado rapidinho. Depois, Will Calhoun, ex-baterista do Living Colour, que veio com Oumou. Impossível fugir à intimação de Jorge. Puxou Umbabarauma e só desceu em Fio Maravilha: “Por ele… o prazer foi meu. Esse cara…” Meio sem palavras o Will, deu pra perceber, né? E ainda Caetano Veloso, do camarote para o palco, reeditando Ive Brussel antes de se apertar em um forte abraço com Jorge. Que show não fica perfeito assim?

Jorge Ben e Caetano Veloso

É impressão, ou esse texto só citou o sexo masculino até agora? Festa que é festa tem que ter mulher também, ora. E elas invadiram o palco. Louras, morenas e negras. Listradas ou floridas. Com crachá e sem crachá. De calça ou saia. A música? Gostosa. Só sabe-se-lá quantos sambas-enredo depois elas começaram a se cansar.

Jorge Ben Jor

Era a hora de Banda do Zé Pretinho de novo. Para animar a festa, salve simpatia. A alegria de Jorge não terminou, nem se tem notícia de quando isso possa acontecer.

Comentários